segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Bebês não precisam de creche


Bebês não precisam de cheches, babás, recreação, DVDs infantis, brinquedos barulhentos... Bebês precisam de mãe, pai, irmãos, avós, uma rede de amor e carinho, presença constante. Se bebês não necessitassem disso no início da vida, nasceriam com a capacidade de andar e se alimentar sozinhos, como os outros mamíferos.

Link do vídeo: https://www.facebook.com/cassiaramoscarvalho/videos/738864442886177/?fref=nf

Quando o bebê consegue mamar?


Você sabe o tamanho do estômago de um recém nascido?Provavelmente é menor do que você pensa! ;)
Viu só? A natureza é perfeita. Tudo bem não ter muito leite no primeiro, segundo, terceiro dia após o parto. Bebês nascem com uma reserva de gordurinhas que é justamente para este fim, já que ao nascer, tanto a mãe não tem muito leite, quanto o estômago do bebê ainda não dilatou o suficiente para receber grandes quantidades. 

O importante é não desistir de amamentar. Seu bebê vai chorar, vai sugar, mas isso não quer dizer que ele está faminto. Na verdade ele sósabe fazer isso! rs. E deixa-lo sugar é a melhor coisa a fazer para estimular a "fabricação" do leite, que pode levar até 5 dias para descer de vez. Enquanto ele não vem, o colostro dá conta, pode confiar! 

Eu sei que é assustadora a ideia de que seu tesourinho está passando fome e a oferta do "complementozinho" ainda no hospital é tentadora. Mas o melhor é deixar o complemento apenas para o último caso, somente se o bebê estiver em risco, com a glicemia muito baixa, pois o leite artificial dado assim, nos primeiros dias, tem sido relacionado como um grande gatilho para as alergias alimentares. Melhor não correr o risco, né?

O Choro do bebê - não é manha!



Acredito que uma das maiores dificuldades para os pais, principalmente os de primeira viagem, é lidar com o choro de um bebê recém nascido. Você já fez de tudo: alimentou, fez arrotar, checou a fralda, e o choro continua, firme e forte. Então, não restando alternativa, você pega o bebê no colo e, voilà, o choro acaba como que instantaneamente.
“Ah, é manha! Quer colo.”, “Ih, já está acostumado no colo, agora não vai mais te largar!” decretam todos ao redor, avós, comadres, vizinhas, até o pediatra.
Bom, eu não concordo. Não existe bebê manhoso, não aos 3, 15 ou 40 dias de vida! Nesta idade eles sequer possuem maturidade neurológica para tanto, acredite. Ainda não conseguem processar pensamentos complexos como “Opa, estou com vontade de ficar no colo, então vou chorar escandalosamente, fingir que me sinto mal e assim conseguir o que quero.”. Não, né? rs
Bebês choram por algum motivo, isto é fato. E para a grande maioria deles, sinto em informar, mas o que resolve é mesmo um caloroso colinho. Se ele não tem fome ou fralda suja, é o aconchego do colo que ajuda a aliviar a cólica, o estress, o sono, o frio; ou o medo do silêncio, da superfície fria e dura do berço, de estar parado, estático. No útero este bebê permanecia constantemente envolvido, temperatura estável, movimento constante e sons, ahhh... muitos sons. E não ter tudo isso pode ser mesmo desesperador, em algum momento.
Assim sendo, recém-nascidos não podem “viciar em colo”, porque eles já nasceram acostumados com ele! Este é o seu lugar de direito. E digo mais, por experiência própria, é bem menos cansativo manter ele no colo, seja nos braços ou com a ajuda de um sling (que é fantástico!) do que tentar vencê-lo colocando de volta tantas e tantas vezes no berço. Vai por mim! ;)
Então mãezinha, paizinho, vovó, manos, dindos, ofereçam todo colinho que ele merece e não se arrependerão. O que ganharão em troca é um bebê mais calmo, tranquilo, seguro e cheio de confiança de que não precisa ter medo, pois será sempre amparado e amado. E não se preocupe que no tempo certo, a curiosidade e vontade de explorar o mundo o fará naturalmente querer deixar o colo e nossa... como vc sentirá falta dele ao deixar seu filhote voar...
PS: se mesmo no colo ele continua chorando, vale investigar outras possibilidades, pois ele pode estar com dor e neste caso, eliminadas todas as possibilidades citadas no texto, vale a pena procurar o pediatra e tentar descobrir o que pode estar errado.